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Oportunidades · Guia

Os principais vistos americanos, um a um — e os que só existem no Instagram

Turismo, estudo, intercâmbio, trabalho, investimento: o que cada visto permite, quem pode pedir e o que mudou nas regras desde 2025.

Por Redação A4 4 de novembro de 2026 · 2 min de leitura
A Estátua da Liberdade e Ellis Island, porta de entrada de milhões de imigrantes, no porto de Nova York
A Estátua da Liberdade e Ellis Island, porta de entrada de milhões de imigrantes, no porto de Nova York · Foto: Ken Lund / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Em 30 segundos

  • Brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA: o Brasil não faz parte do programa de isenção de vistos.
  • O visto de turista e negócios (B1/B2) custa US$ 185 de taxa de solicitação, e uma nova taxa de US$ 250 começou a ser cobrada na emissão.
  • Desde setembro de 2025, quase todos os pedidos exigem entrevista presencial no consulado.
  • Trabalhar nos EUA exige um visto específico, quase sempre patrocinado por um empregador americano.

Basta abrir o Instagram para encontrar alguém prometendo o “visto americano garantido” ou o “caminho secreto para o green card”. Não existe visto garantido nem caminho secreto. Existe uma lista pública de categorias, com regras publicadas pelo Departamento de Estado. Estas são as que mais interessam a brasileiros.

Antes de tudo: brasileiro precisa de visto

O Brasil não faz parte do programa de isenção de vistos (Visa Waiver Program), que permite a cidadãos de alguns países entrar nos EUA só com uma autorização eletrônica. Para qualquer viagem, o brasileiro precisa de visto.

Visitante: B1/B2

É o visto de turismo (B2) e negócios (B1) — reuniões, congressos, compras, férias, tratamento médico. Não permite trabalhar nem estudar em curso regular. A taxa de solicitação é de US$ 185 e não é devolvida se o visto for negado. Desde 2026, consulados começaram a cobrar também a taxa de integridade de vistos, de US$ 250, paga na emissão, com promessa de reembolso para quem cumprir as regras da viagem — os procedimentos de devolução ainda estavam sendo definidos.

Estudo e intercâmbio: F-1, M-1 e J-1

  • F-1: curso acadêmico em tempo integral — graduação, pós, inglês intensivo. Exige aceitação por uma escola autorizada.
  • M-1: cursos técnicos e profissionalizantes.
  • J-1: programas de intercâmbio — pesquisadores, professores visitantes, au pair, estágios.

Os três permitem trabalho apenas em situações limitadas e previstas nas regras de cada programa.

Trabalho: H-1B, L-1 e O-1

  • H-1B: para profissionais com diploma superior em áreas especializadas. Exige um empregador americano patrocinador e, na maioria dos casos, passa por um sorteio anual, porque o número de vistos é limitado.
  • L-1: transferência de funcionários dentro da mesma empresa, de uma filial no exterior para os EUA.
  • O-1: pessoas com habilidade extraordinária comprovada — prêmios, publicações, reconhecimento na área.

O que mudou desde 2025

Desde 2 de setembro de 2025, a dispensa de entrevista ficou restrita a poucos casos, como algumas renovações de visto B. A regra geral passou a ser a entrevista presencial, inclusive para crianças e idosos, e o pedido deve ser feito no país de nacionalidade ou de residência do solicitante.

Visto não é green card

Todos esses vistos são temporários. A residência permanente, o green card, é outro processo, com regras e filas próprias — patrocínio de familiar, de empregador ou o sorteio de diversidade. Desconfie de quem vende um como se fosse o outro.

Fontes

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