Os principais vistos americanos, um a um — e os que só existem no Instagram
Turismo, estudo, intercâmbio, trabalho, investimento: o que cada visto permite, quem pode pedir e o que mudou nas regras desde 2025.
Em 30 segundos
- Brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA: o Brasil não faz parte do programa de isenção de vistos.
- O visto de turista e negócios (B1/B2) custa US$ 185 de taxa de solicitação, e uma nova taxa de US$ 250 começou a ser cobrada na emissão.
- Desde setembro de 2025, quase todos os pedidos exigem entrevista presencial no consulado.
- Trabalhar nos EUA exige um visto específico, quase sempre patrocinado por um empregador americano.
Basta abrir o Instagram para encontrar alguém prometendo o “visto americano garantido” ou o “caminho secreto para o green card”. Não existe visto garantido nem caminho secreto. Existe uma lista pública de categorias, com regras publicadas pelo Departamento de Estado. Estas são as que mais interessam a brasileiros.
Antes de tudo: brasileiro precisa de visto
O Brasil não faz parte do programa de isenção de vistos (Visa Waiver Program), que permite a cidadãos de alguns países entrar nos EUA só com uma autorização eletrônica. Para qualquer viagem, o brasileiro precisa de visto.
Visitante: B1/B2
É o visto de turismo (B2) e negócios (B1) — reuniões, congressos, compras, férias, tratamento médico. Não permite trabalhar nem estudar em curso regular. A taxa de solicitação é de US$ 185 e não é devolvida se o visto for negado. Desde 2026, consulados começaram a cobrar também a taxa de integridade de vistos, de US$ 250, paga na emissão, com promessa de reembolso para quem cumprir as regras da viagem — os procedimentos de devolução ainda estavam sendo definidos.
Estudo e intercâmbio: F-1, M-1 e J-1
- F-1: curso acadêmico em tempo integral — graduação, pós, inglês intensivo. Exige aceitação por uma escola autorizada.
- M-1: cursos técnicos e profissionalizantes.
- J-1: programas de intercâmbio — pesquisadores, professores visitantes, au pair, estágios.
Os três permitem trabalho apenas em situações limitadas e previstas nas regras de cada programa.
Trabalho: H-1B, L-1 e O-1
- H-1B: para profissionais com diploma superior em áreas especializadas. Exige um empregador americano patrocinador e, na maioria dos casos, passa por um sorteio anual, porque o número de vistos é limitado.
- L-1: transferência de funcionários dentro da mesma empresa, de uma filial no exterior para os EUA.
- O-1: pessoas com habilidade extraordinária comprovada — prêmios, publicações, reconhecimento na área.
O que mudou desde 2025
Desde 2 de setembro de 2025, a dispensa de entrevista ficou restrita a poucos casos, como algumas renovações de visto B. A regra geral passou a ser a entrevista presencial, inclusive para crianças e idosos, e o pedido deve ser feito no país de nacionalidade ou de residência do solicitante.
Visto não é green card
Todos esses vistos são temporários. A residência permanente, o green card, é outro processo, com regras e filas próprias — patrocínio de familiar, de empregador ou o sorteio de diversidade. Desconfie de quem vende um como se fosse o outro.