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Oportunidades · Guia

Visto americano de turista, passo a passo: do formulário DS-160 ao passaporte em casa

Quanto custa, onde pedir, como funcionam o CASV e a entrevista — e o que o cônsul quer saber de verdade. Guia atualizado com as regras de 2025 e 2026.

Por Redação A4 4 de novembro de 2026 · 3 min de leitura
Agente da Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) confere a autenticidade de um documento de viagem em aeroporto
Agente da Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) confere a autenticidade de um documento de viagem em aeroporto · Foto: James R. Tourtellotte / CBP (domínio público)

Em 30 segundos

  • O visto de turismo e negócios (B1/B2) custa US$ 185, pagos por cartão, boleto ou Pix, e vale por até 10 anos para brasileiros.
  • Desde setembro de 2025, quase todo mundo precisa ir à entrevista presencial — inclusive crianças e idosos.
  • O pedido é feito em um dos cinco postos dos EUA no Brasil: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife ou Porto Alegre.
  • Não existe documento que garanta o visto: o cônsul avalia se o viajante tem vínculos para voltar ao Brasil.

Tem despachante que cobra caro, tem vídeo prometendo “o segredo da entrevista” e tem gente que compra a passagem antes de ter o visto. Nada disso é necessário — e o último é o erro mais caro. O processo do visto americano de turista é público, feito pelos sites oficiais e, na maioria dos casos, pode ser tocado pelo próprio viajante.

1. Preencha o DS-160

Tudo começa no formulário DS-160, preenchido on-line no site do Departamento de Estado. Cada pessoa precisa do seu, inclusive crianças. Guarde o número de confirmação (o código de barras que começa com “AA”): desde 2025, os dados do agendamento precisam bater exatamente com os do formulário.

2. Pague a taxa

O visto de turismo e negócios, o B1/B2, tem taxa de US$ 185, que pode ser paga por cartão de crédito, boleto ou Pix no site oficial de agendamento. A taxa vale por 365 dias, cobre um pedido e não é devolvida se o visto for negado. A lei americana de 2025 criou uma “taxa de integridade” extra de US$ 250, mas, até o início de novembro de 2026, ela não aparece na tabela oficial de taxas para o Brasil.

3. Agende — e escolha a cidade

Os vistos são emitidos em cinco postos: Embaixada em Brasília e consulados no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Recife e em Porto Alegre. Desde setembro de 2025, o pedido precisa ser feito no país de nacionalidade ou de residência.

A espera muda bastante. Em setembro de 2026, com base em dados do governo americano, a Panrotas levantou de 15 dias (Rio e Recife) a cerca de 75 dias (Porto Alegre) entre o pagamento e a entrevista. Confira o prazo atualizado antes de marcar a viagem.

4. CASV e entrevista

Em Brasília, no Rio e em São Paulo, quem tira o visto pela primeira vez tem dois agendamentos: primeiro o CASV, onde são coletadas as digitais e a foto, pelo menos um dia antes; depois a entrevista no consulado. Em Recife e Porto Alegre, tudo acontece num só dia, no consulado, e o candidato leva uma foto impressa.

Desde 2 de setembro de 2025, a entrevista presencial virou regra para quase todos, inclusive menores de 14 e maiores de 79 anos. A exceção principal é a renovação de um visto B1/B2 vencido há menos de 12 meses, para quem tinha 18 anos ou mais na emissão — e, mesmo assim, o consulado pode convocar para entrevista.

5. O que o cônsul avalia

A lei americana parte do princípio de que todo visitante pode querer ficar no país. Cabe ao candidato mostrar o contrário: emprego, estudos, família, imóvel, vida estabelecida no Brasil. Não há lista de documentos que garanta a aprovação, e ter um parente americano “patrocinando” a viagem não conta como vínculo. A negativa por esse motivo não tem recurso — só um novo pedido, com nova taxa.

6. Passaporte de volta

Aprovado o visto, o passaporte volta pelo CASV, com entrega em casa ou retirada, em geral em poucos dias úteis. Para brasileiros, o B1/B2 costuma valer 10 anos, com múltiplas entradas. A data de validade é o último dia para entrar nos EUA; quanto tempo você pode ficar é decidido pelo agente da imigração na chegada.

Só então compre a passagem.

Fontes

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