Ivy League: quais são as oito universidades, como surgiu e por que são tão prestigiadas
Harvard, Yale, Princeton e mais cinco: um guia da elite acadêmica mais famosa do mundo — de onde veio o nome, o que cada uma tem de especial e onde elas aparecem nos filmes e séries.
Em 30 segundos
- A Ivy League reúne oito universidades privadas do nordeste dos EUA: Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth, Harvard, Penn, Princeton e Yale.
- Sete delas foram fundadas antes da independência americana; Harvard, a mais antiga, é de 1636.
- O nome veio do esporte: a liga foi formalizada como conferência esportiva universitária em 1954.
- O prestígio se explica por idade, dinheiro, seletividade e uma rede de ex-alunos que ocupa o topo da política, dos negócios e da ciência.
Poucas marcas americanas são tão conhecidas no Brasil quanto “Harvard”. Mas Harvard é só uma das oito universidades da Ivy League, o grupo que virou sinônimo de excelência acadêmica — e de privilégio. Este é o guia para saber quem são, de onde vieram e por que pesam tanto.
As oito, uma a uma
| Universidade | Estado | Fundação | Conhecida por | Na cultura pop |
|---|---|---|---|---|
| Harvard | Massachusetts | 1636 | A mais antiga e mais rica dos EUA; escolas de Direito e de Negócios | Legalmente Loira, A Rede Social, Suits |
| Yale | Connecticut | 1701 | Faculdade de Direito; sociedades secretas como a Skull and Bones | Gilmore Girls (o sonho de Rory) |
| Penn | Pensilvânia | 1740 | Fundada por Benjamin Franklin; a Wharton, primeira escola universitária de negócios dos EUA | Celebridades e empresários formados na Wharton |
| Princeton | Nova Jersey | 1746 | Matemática e física; campus que parece cenário de filme | Uma Mente Brilhante (o matemático John Nash) |
| Columbia | Nova York | 1754 | No coração de Manhattan; administra o Prêmio Pulitzer de jornalismo | Gossip Girl |
| Brown | Rhode Island | 1764 | Currículo aberto: o aluno monta a própria grade | Ex-alunos famosos como a atriz Emma Watson |
| Dartmouth | New Hampshire | 1769 | A menor e mais isolada, no interior da Nova Inglaterra | O Clube dos Cafajestes (Animal House), inspirado nas fraternidades de lá |
| Cornell | Nova York | 1865 | A mais nova e a maior; única com parte pública, voltada a agricultura e engenharia | Andy Bernard, de The Office, que não para de falar dela |
Como surgiu
Sete das oito são colonial colleges: foram criadas antes da independência americana, em 1776, a maioria para formar pastores e a elite das colônias. Só Cornell, de 1865, é posterior.
O nome, porém, veio do esporte. “Ivy” é hera, a trepadeira que cobre os prédios antigos desses campi. Jornalistas esportivos começaram a usar a expressão nos anos 1930 para falar dos jogos de futebol americano entre essas faculdades. Em 1945, elas assinaram um acordo esportivo, ampliado em 1954 com a criação oficial da conferência. Uma história popular diz que o nome viria de “IV League”, liga de quatro, em algarismos romanos — mas não há evidência disso.
Até hoje, oficialmente, a Ivy League é uma liga esportiva universitária. O prestígio acadêmico chegou antes e ficou muito maior que o esporte.
Por que são tão prestigiadas
- Idade: séculos de história, tradição e reputação acumulada.
- Dinheiro: doações de ex-alunos formaram fundos patrimoniais bilionários — o de Harvard passa de 50 bilhões de dólares —, que pagam pesquisa, laboratórios e bolsas.
- Seletividade: na turma que entrou em 2025, Harvard aprovou cerca de 4% dos candidatos; Columbia, Yale e Penn, menos de 5%.
- Rede de ex-alunos: presidentes americanos, juízes da Suprema Corte, fundadores de empresas e ganhadores do Nobel saíram dessas salas. O diploma abre portas; os colegas de turma abrem outras.
- Pesquisa: dezenas de prêmios Nobel ligados a professores e ex-alunos.
Há também o outro lado, que os filmes costumam esquecer: sem bolsa, um ano pode passar de 80 mil dólares entre anuidade, moradia e alimentação, e por décadas filhos de ex-alunos e de grandes doadores tiveram vantagem na admissão.
Por que Hollywood adora a Ivy League
Para o cinema e a TV americanos, citar uma universidade da Ivy League é um atalho: em uma linha de diálogo, o espectador entende que o personagem é brilhante, ambicioso — e quase sempre privilegiado. Da advogada de rosa de Legalmente Loira ao vendedor obcecado por Cornell de The Office, a Ivy League funciona como personagem secundário da cultura pop americana.