Black Friday: de onde veio o nome — e o que muda para o brasileiro
O termo nasceu como reclamação da polícia de Filadélfia e foi rebatizado pelo varejo. Em 2026, a data cai em 27 de novembro, aqui e lá.
Em 30 segundos
- A Black Friday é a sexta-feira seguinte ao Thanksgiving; em 2026, cai em 27 de novembro.
- O nome surgiu nos anos 1960 entre policiais de Filadélfia, irritados com o caos de trânsito e de multidões no centro da cidade.
- A explicação de que os lojistas “saíam do vermelho para o preto” veio depois, como estratégia de marketing.
- No Brasil, a data pegou a partir de 2010 — e o Código de Defesa do Consumidor vale para cada compra.
No dia seguinte ao Thanksgiving, milhões de americanos acordam de madrugada para disputar televisores em promoção. A cena virou símbolo da sociedade de consumo dos EUA — e foi exportada para o mundo, Brasil incluído. A origem do nome, porém, é bem menos festiva do que a propaganda sugere.
Uma reclamação da polícia
Nos anos 1960, policiais de Filadélfia passaram a chamar de Black Friday, “sexta-feira negra”, o dia seguinte ao Thanksgiving. Era o dia em que multidões de compradores e turistas lotavam o centro da cidade, véspera do tradicional jogo de futebol americano entre o Exército e a Marinha. Para a polícia, significava trânsito parado, plantões extras e furtos em lojas. Não era um elogio.
O rebatismo
Os comerciantes não gostaram de ver sua melhor data associada a algo sombrio. Surgiu, então, uma explicação mais simpática: a Black Friday seria o dia em que as lojas finalmente “entravam no preto” (in the black), a expressão americana para lucro — o equivalente ao nosso “sair do vermelho e ficar no azul”. A versão pegou e é repetida até hoje, embora seja posterior ao apelido original.
De um dia a um mês
Por décadas, a Black Friday foi a largada oficial das compras de Natal nos EUA. Com o comércio eletrônico, ela se esticou: em 2005, o varejo americano criou a Cyber Monday, a segunda-feira seguinte, dedicada às compras on-line. Hoje, muitas lojas fazem promoções durante todo o mês de novembro — e a “sexta-feira” virou temporada.
O que muda para o brasileiro
- Comprar dos EUA: lojas americanas costumam ter descontos reais, mas a conta precisa incluir frete internacional, impostos de importação, IOF do cartão e a cotação do dólar no fechamento da fatura.
- Comprar no Brasil: acompanhe o preço com antecedência; sites e extensões de navegador mostram o histórico e ajudam a identificar falsos descontos.
- Direito de arrependimento: compras on-line no Brasil podem ser desfeitas em até 7 dias, pelo Código de Defesa do Consumidor.