Saúde nos EUA: por que uma ida ao pronto-socorro pode virar dívida
Sem um sistema público universal, o acesso à saúde nos Estados Unidos depende do emprego, da idade e da renda. Entenda como funciona antes de sonhar com ele.
Em 30 segundos
- Não existe nos EUA um sistema público universal como o SUS.
- A maioria dos americanos tem plano de saúde pelo empregador.
- Os programas públicos atendem grupos específicos: Medicare (sobretudo 65+) e Medicaid (baixa renda).
- Mesmo com plano, o paciente paga franquia e coparticipação.
Nos Estados Unidos não há um equivalente ao SUS. Não existe um sistema público que atenda qualquer pessoa, em qualquer lugar, sem cobrança no atendimento. A maior parte dos americanos tem plano de saúde por meio do empregador, o que amarra a cobertura ao emprego: perdeu o trabalho, a cobertura pode ir junto.
Quem paga a conta
O governo federal mantém dois grandes programas. O Medicare é voltado principalmente a pessoas com 65 anos ou mais. O Medicaid atende famílias de baixa renda, com regras que mudam de estado para estado. Quem não se encaixa em nenhum dos dois e não tem plano pelo trabalho precisa comprar um seguro por conta própria — ou ficar sem.
Ter plano não significa não pagar
Mesmo segurado, o paciente costuma arcar com uma franquia anual, o deductible, antes de o plano começar a cobrir, além de coparticipações em consultas e exames. Por lei federal, os prontos-socorros precisam atender e estabilizar quem chega em emergência, independentemente de poder pagar. O atendimento acontece. A conta chega depois.
Antes de fazer as malas
Para quem planeja se mudar, a pergunta não é só quanto o emprego paga, mas que plano ele oferece, qual é a franquia e quanto sai do salário todo mês. Para quem vai a passeio, o seguro-viagem deixa de ser detalhe burocrático e vira item de primeira necessidade.